Retrato do poeta quando música

R$20,00

Categoria:

Detalhes

Peso 0.150 kg
Dimensões 14 × 21 × 0.5 cm
ISBN

978-85-8151-140-5

Edição

Ano de publicação

2016

Nº de Páginas

108

Idioma

Português

Sobre o autor

Pedro Alaim

Pedro Alaim

mestre em Literatura e Cultura (UFBA) e doutorando em Literatura e Cultura (UFBA). Publicou A Mar (Via Litterarum, 2009). Entre os trabalhos pautados na relação literatura? música, destacam-se ensaios, artigos, capítulos de livro, apresentações, aulas e a dissertação Múltiplos Campos: um projeto polifônico?

Pedro Alaim apresenta as relações entre arte (literatura e música) – vida, performatizando um corpo tecido de inscrições, de frases, de vozes literárias mobilizadas pela in(ter)venção do poeta-músico. Corpo tatuado, corpo que é um “discurso- -rio”, tatuagem que gera muitos afluentes, em todas as direções do corpo, sempre em “travessia”, múltiplas vozes entrelaçadas, signos em fricção, tendo como suporte o corpo do poeta-música, constituído de corpos escritos.

Neste sentido, já não se pode afirmar se na relação arte – vida, conforme está expresso na “Abertura: O Tatuado”, a vida antecede a arte ou a arte antecede a vida. O corpo físico do poeta, enquanto signo da vida, a própria vida em seus movimentos e travessias (os textos são perpassados por vários deslocamentos, desterritorializando referências geográficas, temporais, culturais, sociais, literárias, musicais), é apresentado como texto escrito, evidenciando o quanto os signos da arte – da literatura e da música – estão entranhados na vida do poeta-música, compondo de sonoridades seu próprio corpo físico, constituindo marcas das quais ele não pode se desvencilhar, mesmo considerando-se a sua composição “multivetorial”. Desse modo, o eu se torna o eixo – o suporte – na condução das vozes dos múltiplos campos que marcam o entrelaçamento literatura – música, enquanto força motriz do processo criativo.

Em Retrato do poeta quando música pode-se, então, flagrar a fi – gura de um leitor voraz, amante dos signos artísticos, e de um competente e apaixonado estudioso da literatura […] e da música de diversas culturas e lugares, com seus inúmeros ritmos e melodias. Nesse sentido, os poemas intitulados “Bachianas” expandem o jogo dialógico já inscrito na música de Villa-Lobos, caracterizando esses poemas como texto-esponja, a friccionar variadas sonoridades, diversificadas melodias e referências.

Avaliações

Não há avaliações ainda.

Seja o primeiro a avaliar “Retrato do poeta quando música”

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *