Noite no vale do cotia: um grito de socorro pelo meio

R$39,90

Categoria:

Detalhes

Peso 0.200 kg
Dimensões 15 × 22 × 1 cm
ISBN

978-85-8151-161-0

Edição

Ano de Publicação

2019

Nº de Páginas

216

Idioma

Português

Sobre o autor

Waldeny Andrade

Waldeny Andrade

WALDENY ANDRADE viveu no caldeirão da política itabunense durante 29 anos, atuando no jornalismo, dirigindo um jornal e uma emissora de rádio. Ao aposentar-se, foi morar em Ilhéus sem se desligar de Itabuna, onde continuou, como eleitor e atento para o que acontecia, na área que mais lhe fascina, acompanhando mais três eleições municipais.

A teoria de Aristóteles é construída em torno da ideia de que “o homem é um animal político por viver conjuntamente com o seu semelhante, ainda que dele não necessite”. É também “o único animal racional, com noções do justo e do injusto do bem e do mal”. O foco desde livro é o homem. Não o homem-animal político com a etimologia do filosofo grego. Mas o animal racional, que tudo faz conscientemente, para atingir por qualquer meio seu objetivo. Neste sentido, o homem afronta o próprio homem, ameaça a biodiversidade, depreda o ecossistema, agride o meio ambiente, impacta a natureza. É o que vimos hoje, na microrregião de Itabuna e Ilhéus, como um retrato 3×4 e em P&B, do que acontece em grande parte do planeta. Pela última divisão geográfica do IBGE, em 1989, a microrregião Ilhéus/Itabuna, conta com 41 municípios, a maioria situada nas bacias dos rios que formam o Cachoeira, o próprio Cachoeira, Almada e Pardo. Suas sedes são cidades nuas de arborização e seus rios e ribeirões, recebem todo o esgotamento sanitário, por elas produzidos. E exemplo maior é Itabuna, que canaliza quase todo seu esgoto para o Rio Cachoeira. Ilhéus, embora tenha uma estação de tratamento sanitário, os canais de esgotamento que cortam a cidade, são lançados na praia. A Mata Atlântica do sul da Bahia, que já se destacou por ter grande riqueza de biodiversidade, encontra-se fragmentada, e o que ainda resta de árvores nativas, estão sumindo a cada dia. Existem entidades voltadas para o reflorestamento, mas as questões que debatem, ficam nos gabinetes, e nunca chegam ao homem que trabalha a terra. As consequências dessa criminosa degradação, estão bem visíveis: desertificação, erosão, poluição do solo, poluição do ar, alteração da harmonia  estiagem/chuva. Dai o homem: como trabalhador da terra, como governo, e como ser racional, o responsável por toda essa  calamidade, que tende a se agravar. O homem com noções do justo e do injusto, do bem e do mal, cuja mente é tão ofuscada pelo amor às riquezas, que nada despende com equilíbrio.

Avaliações

Não há avaliações ainda.

Seja o primeiro a avaliar “Noite no vale do cotia: um grito de socorro pelo meio”

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *